Descrição
O best-seller internacional que transforma a estatística em uma leitura acessível, divertida e indispensável para entender o mundo
Se você já travou diante de uma planilha cheia de números, duvidou do resultado de uma pesquisa eleitoral ou se perguntou como a Netflix acerta em cheio nas suas recomendações de filmes, este livro foi escrito para você. Estatística: O que é, para que serve, como funciona, do economista americano Charles J. Wheelan, é a edição brasileira de Naked Statistics, best-seller do The New York Times publicado no Brasil pela Editora Zahar em 2016, dentro da consagrada série Naked. Sem fórmulas intimidadoras, sem equações empilhadas e sem pressupor nenhum conhecimento matemático avançado, Wheelan explica a intuição por trás dos conceitos estatísticos que governam relatórios médicos, campeonatos esportivos, mercados financeiros e pesquisas de opinião — e mostra por que a estatística é, ao mesmo tempo, uma ferramenta poderosa nas mãos certas e uma arma perigosa nas mãos erradas.
Sobre o Livro
A proposta de Wheelan é despir a estatística de sua roupagem técnica e revelar o que há de essencial na disciplina: a capacidade de resumir grandes volumes de dados, reconhecer padrões, melhorar decisões e responder a perguntas importantes sobre o mundo. O livro nasce da convicção de que a estatística não é um conjunto de truques matemáticos, mas uma forma de raciocinar sobre evidências — e que qualquer pessoa inteligente pode dominar essa forma de pensar, mesmo sem ter gostado de matemática na escola.
Ao longo de treze capítulos, um capítulo intermediário dedicado ao famoso problema de Monty Hall, uma conclusão e um apêndice, o autor percorre todo o arcabouço conceitual da estatística moderna: estatística descritiva, probabilidade, correlação, teorema central do limite, inferência, pesquisas de opinião, análise de regressão e avaliação de programas. Cada conceito é apresentado por meio de exemplos reais e memoráveis — do índice de passes da NFL à crise financeira global de 2008, dos testes de detecção de doenças às pesquisas eleitorais com margem de erro de três pontos percentuais. O resultado é um texto que o The Economist descreveu como uma façanha única: apresentar a estatística de modo interessante e divertido.
A edição brasileira da Zahar conta com tradução de George Schlesinger e revisão técnica de Jairo Nicolau, professor titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o que garante rigor terminológico e total adequação ao leitor brasileiro. Com 328 páginas em formato 22,8 x 14,8 cm, o volume inclui ainda bibliografia comentada e índice remissivo, sendo uma porta de entrada ideal para a disciplina — ou uma releitura conceitual valiosa para quem já a estudou formalmente.
Conteúdo Programático
O livro está organizado em treze capítulos, um capítulo intermediário, conclusão e apêndice, numa progressão que vai da descrição de dados às fronteiras da inferência causal:
Capítulo 1 — Qual é o objetivo?
Para que serve a estatística: resumir grandes conjuntos de dados, melhorar a tomada de decisões, responder a questões sociais relevantes, reconhecer padrões, identificar fraudes e avaliar a qualidade de políticas públicas, programas, medicamentos e procedimentos médicos. O capítulo introduz ferramentas como o índice de Gini, usado para medir a desigualdade de renda.
Capítulo 2 — Estatística descritiva: Quem foi o melhor jogador de beisebol de todos os tempos?
Média, mediana, desvio padrão, variância, percentis e quartis, números absolutos e relativos, valores atípicos (outliers) e a distribuição normal — os instrumentos básicos para condensar informações complexas em poucos números, ilustrados com estatísticas do beisebol.
Capítulo 3 — Descrição enganosa: “Ele tem uma ótima personalidade!” e outras afirmações verdadeiras, mas grosseiramente enganosas
Por que cálculos corretos podem sustentar conclusões enganosas: a escolha da unidade de análise, a diferença entre valores nominais e reais (corrigidos pela inflação), a distinção entre precisão e acurácia e o papel decisivo do julgamento humano e da integridade na apresentação de dados.
Capítulo 4 — Correlação: Como a Netflix sabe quais filmes eu gosto?
O coeficiente de correlação, que varia de -1 a +1, e a forma como ele mede a intensidade e a direção da relação entre duas variáveis — a base matemática dos sistemas de recomendação.
Capítulo 5 — Probabilidade básica: Não compre a garantia estendida da sua impressora de US$ 99
A lei dos grandes números, o valor esperado e as árvores de decisão, mostrando como seguradoras, cassinos e loterias ganham dinheiro — e quando faz sentido (ou não) comprar um seguro.
Capítulo 5½ — O problema de Monty Hall
O célebre enigma das três portas do programa de televisão Let’s Make a Deal, que desafia a intuição e mostra por que trocar de porta dobra a chance de ganhar o prêmio.
Capítulo 6 — Problemas com a probabilidade: Como matemáticos autoconfiantes quase destruíram o sistema financeiro global
Os erros clássicos no uso da probabilidade: supor independência entre eventos que não são independentes, a falácia do apostador, a falácia da mão quente, a ocorrência natural de agrupamentos (clusters), a falácia do promotor, a regressão à média e a discriminação estatística — com a crise de 2008 como estudo de caso central.
Capítulo 7 — A importância dos dados: “Garbage in, garbage out”
Nenhuma sofisticação matemática salva uma análise construída sobre dados ruins. O capítulo examina os grandes vieses de coleta: viés de seleção, viés de publicação, viés de recordação, viés de sobrevivência e viés do usuário saudável.
Capítulo 8 — O teorema central do limite: O LeBron James da estatística
O resultado mais importante da teoria estatística: por que as médias de amostras grandes tendem a se distribuir normalmente em torno da média da população, o que é o erro padrão e por que o tamanho da amostra importa tanto.
Capítulo 9 — Inferência: Por que meu professor de estatística achou que eu poderia ter colado
A lógica da inferência estatística: hipótese nula e hipótese alternativa, significância estatística, o limiar convencional de 5% e os erros do tipo I e do tipo II, com suas implicações práticas em filtros de spam, exames de rastreamento de câncer e segurança nacional.
Capítulo 10 — Pesquisas de opinião: Como sabemos que 64% dos americanos apoiam a pena de morte (com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos)
Como funcionam as pesquisas (polls): o que torna uma amostra representativa, como a formulação das perguntas altera as respostas e por que os entrevistados nem sempre dizem a verdade.
Capítulo 11 — Análise de regressão: O elixir milagroso A ferramenta que permite isolar a associação entre duas variáveis mantendo as demais constantes (ceteris paribus): o método dos mínimos quadrados, a interpretação dos coeficientes quanto a sinal, tamanho e significância, e aplicações como o estudo sobre a diferença salarial entre homens e mulheres com MBA.
Capítulo 12 — Erros comuns de regressão: A etiqueta de advertência obrigatória
Os sete pecados capitais da regressão: aplicá-la a relações não lineares, confundir correlação com causalidade, ignorar a causalidade reversa, omitir variáveis relevantes, usar variáveis explicativas altamente correlacionadas entre si (multicolinearidade), extrapolar além dos dados e fazer data mining com variáveis demais.
Capítulo 13 — Avaliação de programas: Estudar em Harvard mudará sua vida?
Como a estatística responde à pergunta mais difícil de todas — “qual é o efeito de uma intervenção?”: experimentos randomizados e controlados, experimentos naturais, grupos de controle não equivalentes e a técnica de diferenças em diferenças.
Conclusão — Cinco perguntas que a estatística pode ajudar a responder
Um fechamento que consolida a mensagem do livro: a estatística não prova nada com certeza absoluta, mas é a melhor ferramenta disponível para distinguir o que é provável do que é improvável.
Apêndice — Guerra estatística
Um mergulho no índice de passes da NFL como exemplo de como se constrói (e se aprimora) uma estatística descritiva complexa.
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Conclusão
Vivemos cercados por dados: pesquisas de intenção de voto, estudos sobre remédios e dietas, rankings de escolas, algoritmos de recomendação, índices econômicos. Quem não entende a lógica por trás desses números fica à mercê de quem os apresenta. Estatística: O que é, para que serve, como funciona é o antídoto: um livro rigoroso e ao mesmo tempo genuinamente divertido, que dá ao leitor comum as ferramentas intelectuais para interpretar, questionar e usar a estatística a seu favor. Garanta já o seu exemplar na livrosdematematica.com, com envio para todo o Brasil e parcelamento em até 3x sem juros — e descubra por que este é um dos livros de divulgação científica mais elogiados das últimas décadas.
Entre tantos livros de estatística que passam pelo nosso catálogo, o de Charles Wheelan ocupa um lugar singular: é o título que recomendo quando alguém me diz que precisa entender estatística, mas não sabe por onde começar. Ele não substitui o livro-texto — prepara o leitor para ele. Ter essa obra na Livros de Matemática é coerente com a nossa missão: mostrar que o pensamento quantitativo pode ser rigoroso e, ao mesmo tempo, genuinamente prazeroso.
Pablo Diego Regino, Fundador e Diretor da Livros de Matemática














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